Aqui pode ler como escolher material e a influência do kite e prancha na navegação.

A Kitesurfway fornece todo o tipo de equipamento para o Kitesurf e dá todo o apoio na compra do mesmo.

 

Como escolher um Kite?

 

Um kite para ser bom tem de ter 4 factores fundamentais

 

1- Estado do material - É muito importante a qualidade da estrutura do kite em si, em termos de tecido e costuras.

2- Estabilidade no ar - Ser estável no ponto neutro mesmo com grandes variações de vento, para que não caia quando há ventos inconstantes.

3- Relançamento - Sair bem da água mesmo com vento fraco, ou seja, bom no relançamento,

4- Aerodinâmico - Ser rápido nas viragens, ou seja que rode sobre o próprio eixo ou perto dele.

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

Cada instrutor/escola fala bem da sua marca, e nas revistas ou sites fala-se das marcas que pagam para ser faladas. É mesmo preciso experimentar os kites, ou então confiar numa pessoa com muita experiencia, ou no instrutor que confias, porque se for bom instrutor tem todo o interesse em prestar uma boa venda e um bom serviço.

 

Qual o Tamanho ideal?

 

Hoje em dia, conseguimos comprar um kite e só com esse kite andar com uma grande variação de ventos.

Para os ventos cá de portugal que normalmente no verão e na zona da Costa da Caparica andam dos 12 aos 18 nós, e para um rider com um peso médio de 75 Kgs o Tamanho ideal é entre o 10 ou 11, podendo baixar para o 8 ou 9 metros se pesar menos 10 kilos e ir para o 12/13 metros quadrados se pesar mais de 85 kilos.

 

Tamanho do kite Vs Peso do rider:

 

8/9 metros quadrados de kite - menos de 65 kilos

10 metros quadrados de kite - por volta do 75 kilos

Mais de 11/12 metros quadrados de kite - mais de 85 kilos

 

Nota que as medidas do kite também podem variar consoante o tamanho da prancha:

Se tiver uma prancha (twin tip) grande acima dos 138/140 cms de comprimento, podemos andar com kites mais pequenos que o nosso ideal;

Se por outro lado tiver uma prancha pequena convém andar com o tamanho ideal ou um kite maior, caso contrário não bolina (subir ao vento) tão bem e com pranchas pequenas fica cansado das pernas mais rápido, pois é preciso fazer mais força nas pernas para manter a mesma navegação.

 

Atenção à Barra de Comando!

Geralmente quando compras um kite ele vem com barra e linhas mas nem sempre, certifica-te que vem com barra e se não vier pergunta o preço.

Uma barra boa deve ter um bom sistema de segurança, que funcione de qualquer forma, com ou sem areia, que não enferruge e que seja fácil e rápido de montar mesmo com alguma força por parte do kite.

 

Como escolher uma prancha?

 

Pranchas pequenas abaixo de 138/140 precisas de mais vento ou uma medida acima do ideal e vais sentir que tens de fazer mais força nas pernas para fazer kite, por outro lado com pranchas pequenas consegues aguentar mais vento forte.
Pranchas acima de 138/140 são pranchas mais fáceis de navegar visto que não precisam de vento tão forte e planam mais cedo, ou seja com menos vento, consegues subir mais ao vento com pranchas maiores e evoluis mais rápido duma forma geral.

 

Tamanho da prancha Vs Peso do rider (valor de referência relativos):

 

De 136 a 140 cms de comprimento - menos de 65 kilos

De 140 a 144 cms de comprimento - por volta do 75 kilos

Mais de 144 cms de comprimento - mais de 85 kilos

 

Atenção que estas medidas dependem também do tamanho do kite e da experiência do rider, pois um rider experiente pode andar com qualquer medida desde que tenha um kite que faça força e um rider leve (menos de 65 kilos) podem andar com qualquer tamanho de prancha, o que vai variar neste ultimo caso vai ser a força do kite que aguenta. Quando maior o kite mais pequena deve ser a prancha para aguentar com mais força.

 

Influência do tamanho do kite na navegação
 

Para que o rider saiba qual o tamanho do kite que deve voar num determinado momento/dia, tem de ter noção de:

 

-Amplitude do Kite que tem ou que pretende utilizar,

-Força do vento (medindo-a através dum anemómetro ou, caso tenha experiência de mar, analisando o aspecto do mar, relacionando-o com aescala de Beaufort.)

-Sua própria experiência e controlo do kite. Caso seja inexperiente convem que voe o kite com vento fraco.

 

As Condições de Vento para fazer kitesurf, considerando um Kitesurfista de nível médio; com 75 kg de peso; prancha média (140 cms de comprimento); e com um kite de 10 Metros são:

 

Fracas condições: de 5 a 12 nós

Boas condições: de 13 a 17 nós

Condições exigentes: 18 a 22 nós

Condições extremas: 23 a 30 nós

 

Quando as condições estão boas, ou seja, quando o kite está dentro da sua amplitude de vento, é fácil, seguro e confortável subirmos e descermos ao vento e saltarmos com a prancha nos pés.

Nota que à medida que o kitesurfista vai evoluindo, a amplitude de vento que consegue aguentar duma forma mais ou menos confortável vai aumentando tanto para cima como para baixo, ou seja, um rider de nível avançado consegue navegar desde os 10 até aos 30 nós, dentro do caso especificado. 

 

Atenção:

Se o kite estiver com pouca força (under-power) para o vento que se está a sentir, terá que se remar o kite em forma de 8 com mais velocidade, e arribar um pouco para se manter em cima da prancha.

 

Se o kite estiver a fazer muita força (over-power / quando o kite é grande demais para o vento que está), terá que deixá-lo mais na lateral da janela, sem o remar, parado aos 45º, cravando a prancha com mais força no calcanhar do pé de trás. Se mesmo assim é díficil manter o controlo, o melhor é ir para terra e baixar o kite pedindo ajuda ou puxando a segurança do chicken loop e mudar de kite para um tamanho mais pequeno.

 

Influência das pranchas na navegação
 

Em relação a pranchas há muitos aspectos para explorar e não se pode dizer que uma é má e outra é boa, Depende da força do vento, da experiência do rider e do seu peso, do tamanho do kite que está a usar e do tipo de navegação que gosta de fazer.


Vou resumir este tema a alguns pontos que penso serem os essenciais mas ainda fica muito por dizer (explico tudo durante as aulas aos alunos da Kitesurfway): 

 

Existem 3 tipos de pranchas: 

Bidireccionais (twin tips para freestyle e freeride) 
Direcionais (surf e race) 
Mutantes (direcionais com finos mais pequenos á frente, para dar para andar com a parte da frente para trás, género bidireccional) pode ser aconselhado para quem quer começar a brincar nas ondas, apesar de uma bidirecional também dar para o efeito. 

Características duma prancha:

O flex (e a espessura dos pads), o peso, o rocker-line, o out-line, o stance (distância entre pés), a forma do rail e a sua espessura.

 

- O Flex (flexibilidade) é o que lhe dá o conforto, assim como a espessura dos pads (almofadas de esponja densa onde se metem os pés). Quando não tem ou tem pouco flex existe maior precisão no rumo, sentimos mais a água mas é mais desconfortável. 

A flexibilidade não influencia as manobras em si, mas sim a forma com sentes as aterragens, ou seja, prancha mais dura sentes mais os joelhos e coluna.
Pranchas concavas são mais fáveis de cravar e por isso de subir ao vento, nada mais. se forem muito concavas perdem flexibilidade. No entanto se montares a prancha com os pads (onde se poe os pés) mais proximo do rail, torna-se mais fácil cravar, ou seja, assim nao precisas de concavas.


- Peso: quanto mais pesada supostamente mais resistente (porque tem mais resina).


- Rocker-line (perfil da prancha vista de lado): quanto mais rocker (forma de banana) tem, mais lenta é e mais confortável é nas aterragens. Se tiver flex e muito rocker (mais abananada) é muito lenta e não aconselho. 


- Out-line (prancha vista por cima, linha externa que delimita a prancha) quanto mais arredondada mais “suave” é nas curvas, mais suave é a curvar. Convem que os calcanhares estejam perto do rail para ser mais fácil cravar, ou seja, se for muito redonda é mais dificil cravar quando o vento está forte. 
As pranchas mais quadradonas geralmente fazem um leque maior quando se está a cravar a prancha. 


- Stance (distância entre os pés): depende da altura da pessoa, mais alto mais stance, mas para a mesma altura se usares um stance maior tens mais estabilidade nas aterragens e consegues enterrar melhor a prancha na água antes do salto. 


- Forma do rail: arredondado ou em cunha: as direcionais costumam ser arredondadas (tipo surf) e as bidirecionais costumam ser em cunha mais afiadas e logo mais fáceis de cravar. Teoricamente em cunha aguentam mais power no kite, mas dentro das bidirecionais como a diferença geralmente é pequena não se nota grande diferença, apenas quando se está com o kite bem carregado (overpower). 
Uma diferença que se nota é no conforto a cravar em grandes velocidades, as que são em cunha “saltam” perdem o rail mais facilmente que as arredondadas que "colam" mais á água. 
Em linhas gerais, a espessura do rail/prancha resulta na mesma sensação que a sua forma descrita em cima: quanto mais grossas menos vento aguentam, porque se enterram menos dentro de água. 


- Os finos nas Bidi devem ser 4. mais finos só faz com que a prancha trave quando está a navegar normalmente. não aconselho mais de 4 finos. 
Nas direcionais mais de 3 também não gosto pela mesma razão. mas atenção que são pormenores bastante pessoais, não são regras. O melhor é experimentar.

Já fiz algumas pranchas (cerca de 15) em PVC de alta densidade com fibra de carbono e de vidro normal e já testei por volta de 120 pranchas. Parti cerca de 10, mas hoje em dia as pranchas são bastante resistentes, não se partem facilmente.

 

NOTA: Todo este manual foi criado originalmente por Duarte Coelho

Informações \ Marcações

Email: kitesurfway@gmail.com

Tlm: (+351) 916 131 947


Nº Cédula de treinador IDP: 35234
Nº RNAAT: 393/2010
Nº de apolice OMT: 85/21393

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