Influência das pranchas na navegação

Em relação a pranchas há muitos aspectos para explorar e não se pode dizer que uma é má e outra é boa, Depende da força do vento, da experiência do rider e do seu peso, do tamanho do kite que está a usar e do tipo de navegação que gosta de fazer.


Vou resumir este tema a alguns pontos que penso serem os essenciais mas ainda fica muito por dizer (explico tudo durante as aulas aos alunos da Kitesurfway): 

 

Existem 3 tipos de pranchas: 

Bidireccionais (twin tips para freestyle e freeride) 
Direcionais (surf e race) 
Mutantes (direcionais com finos mais pequenos á frente, para dar para andar com a parte da frente para trás, género bidireccional) pode ser aconselhado para quem quer começar a brincar nas ondas, apesar de uma bidirecional também dar para o efeito. 

Características duma prancha:

O flex (e a espessura dos pads), o peso, o rocker-line, o out-line, o stance (distância entre pés), a forma do rail e a sua espessura.

 

- O Flex (flexibilidade) é o que lhe dá o conforto, assim como a espessura dos pads (almofadas de esponja densa onde se metem os pés). Quando não tem ou tem pouco flex existe maior precisão no rumo, sentimos mais a água mas é mais desconfortável. 

A flexibilidade não influencia as manobras em si, mas sim a forma com sentes as aterragens, ou seja, prancha mais dura sentes mais os joelhos e coluna.
Pranchas concavas são mais fáveis de cravar e por isso de subir ao vento, nada mais. se forem muito concavas perdem flexibilidade. No entanto se montares a prancha com os pads (onde se poe os pés) mais proximo do rail, torna-se mais fácil cravar, ou seja, assim nao precisas de concavas.


- Peso: quanto mais pesada supostamente mais resistente (porque tem mais resina).


- Rocker-line (perfil da prancha vista de lado): quanto mais rocker (forma de banana) tem, mais lenta é e mais confortável é nas aterragens. Se tiver flex e muito rocker (mais abananada) é muito lenta e não aconselho. 


- Out-line (prancha vista por cima, linha externa que delimita a prancha) quanto mais arredondada mais “suave” é nas curvas, mais suave é a curvar. Convem que os calcanhares estejam perto do rail para ser mais fácil cravar, ou seja, se for muito redonda é mais dificil cravar quando o vento está forte. 
As pranchas mais quadradonas geralmente fazem um leque maior quando se está a cravar a prancha. 


- Stance (distância entre os pés): depende da altura da pessoa, mais alto mais stance, mas para a mesma altura se usares um stance maior tens mais estabilidade nas aterragens e consegues enterrar melhor a prancha na água antes do salto. 


- Forma do rail: arredondado ou em cunha: as direcionais costumam ser arredondadas (tipo surf) e as bidirecionais costumam ser em cunha mais afiadas e logo mais fáceis de cravar. Teoricamente em cunha aguentam mais power no kite, mas dentro das bidirecionais como a diferença geralmente é pequena não se nota grande diferença, apenas quando se está com o kite bem carregado (overpower). 
Uma diferença que se nota é no conforto a cravar em grandes velocidades, as que são em cunha “saltam” perdem o rail mais facilmente que as arredondadas que "colam" mais á água. 
Em linhas gerais, a espessura do rail/prancha resulta na mesma sensação que a sua forma descrita em cima: quanto mais grossas menos vento aguentam, porque se enterram menos dentro de água. 


- Os finos nas Bidi devem ser 4. mais finos só faz com que a prancha trave quando está a navegar normalmente. não aconselho mais de 4 finos. 
Nas direcionais mais de 3 também não gosto pela mesma razão. mas atenção que são pormenores bastante pessoais, não são regras. O melhor é experimentar.

Já fiz algumas pranchas (cerca de 15) em PVC de alta densidade com fibra de carbono e de vidro normal e já testei por volta de 120 pranchas. Parti cerca de 10, mas hoje em dia as pranchas são bastante resistentes, não se partem facilmente.

 

Por: Duarte Coelho

NOTA: Todo este manual foi criado originalmente por Duarte Coelho

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