Regras dos 45 Graus (Segurança)

Regra dos 45 Graus (Regra de Segurança criada por Duarte Coelho)

 

Resumo:

 

1º - Quando as condições estão difíceis (ventos inconstantes e fortes) em termos da qualidade do vento, evitar parar o kite acima dos 45 graus.

 

2º - Em caso de dúvida e/ou stress puxar o mais rapidamente possivel a segurança do chicken loop, para que o kite não faça força.

 

Ler esta Nota Super Importante: Algumas marcas de kite veêm originalmente com um sistema de segurança que não é eficaz, ou seja, quando se puxa a segurança do chicken loop e se larga a barra, o kite continua a fazer alguma força e se tiver muito vento o kite continua a puxar. O teu kite pode ser um destes casos se a linha de segurança que sai do arnês estiver presa ás duas linhas do centro (linhas de força). A segurança só é eficaz se o kite ficar apenas preso por uma linha de força.

 

Existem excepções que só se podem verificar no terreno e com vento forte pois depende da afinação da barra e do comprimento da linha de segurança.

 

 

Pressupostos para esta regra ser aplicada:

- Kite parado acima do 45 graus

- Ventos fortes e inconstante

- Vento offshore (inconstante)

- Obstáculos a sotavento (a downwind do rider)

(Nota: 45 graus - ângulo feito entre as linhas e o chão/mar)

 

 

Situações de risco que podem acontecer com os pressupostos descritos em cima:

 

Situação 1- O rider tem o kite em cima perto do ponto neutro, vem uma rajada mais forte e é levantado na vertical, perde o controlo do kite e cai sem apoio na areia ou em cima do obstáculo com o kite a puxar para a frente.

 

Situação 2- O rider tem o kite no arco neutral da janela, acima das 10:30h (45 graus do lado esquerdo) ou das 13:30h (45 graus do lado direito), perto do ponto neutro, há uma variação de velocidade do vento e o kite perde a sustentação, acontece o frontstall (kite cai sem sustentação com o bordo de ataque virado para baixo) e o kite é levado pelo vento para o centro da janela de vento onde pode ganhar novamente pressão e puxar com força (se o kite tiver virado para baixo bate violentamente contra o chão e se não tiver virado para baixo pode traccionar fortemente o rider ou mesmo suspendê-lo no ar).

 

 

Explicação do efeito do front stall:

Este fenómeno explica-se pelo facto do vento não ter sempre a mesma força, ou seja, tem variações na sua velocidade. Deste modo, quando o vento aumenta de força, o kite acelera dentro da janela, e se logo a seguir se o vento diminuir de velocidade, o kite deixa de ter sustentação e entra em front stall (passa-se) e cai com o bordo de ataque virado para baixo.

 

Isto acontece mais frequentemente quando o vento é offshore, porque geralmente passa por terrenos irregulares como dunas, prédios ou árvores. Quando isto acontece o vento que sofre turbulência, passa a ficar inconstante/irregular.

 

Essas turbulências são responsáveis pela variação da velocidade do vento que por sua vez provocam a instabilidade do kite e podem acompanham o vento durante alguma distância e se chegar até nós, afecta o voo do kite.

 

Quando isto acontece, pode ser perigoso caso o kite seja levado pelo vento para o centro da janela do vento, para a zona de maior potência, porque nesta zona as linhas esticam novamente, o kite volta a ganhar pressão e dá um esticão/puxão, caso o rider segure na barra de comando e a puxe para baixo. Caso o rider não se agarre à barra o kite não vai puxar com tanta força.

  

Procedimentos para evitar que o kite caia ou perca a sustentação enquanto está parado no arco neutral:

 

 

1 - Evitar voar o kite com ventos inconstantes.

 

2 - Evitar estacionar/parar o kite no ponto neutro ou perto dele, acima dos 45 graus, Devemos ter sempre o kite posicionado abaixo dos 45° graus, neste caso apenas seremos arrastados pela areia e nunca levantados do chão na vertical. Apenas levamos o kite acima do 45º graus para fazer a remada em 8 ou no momento do water-start.

 

3 - No caso do kite se passar com vento forte e inconstante o que há a fazer é activar a segurança do chicken-loop, libertarmos imediatamente a barra do arnês e largar a barra, para que, quando o kite voltar a fazer força na zona de potência não levarmos um esticão forte, nem danificarmos o material.

 

4 - Nunca segurar ou agarrar em qualquer linha da barra com o kite a voar.

 

5 - Se não tiver reacção imediata ao front-stall ou se não conseguir activar a segurança em tempo útil, deverá preparar-se para o impacto e colocar-se numa posição que proteja o próprio corpo e em especial a coluna vertebral, esta posição deverá ser a posição fetal, flectindo os membros inferiores e superiores e contraindo os abdominais.

 

Caso tenhas dúvidas contacta-me

Duarte Coelho

 

 

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